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Avaliador de imóveis

Este blogue pretende, de uma forma simples, esclarecer as questões sobre avaliação de imóveis, máquinas ou de equipamentos, e, ao mesmo tempo, revelar o dia a dia de um avaliador de imóveis!

A complexidade da vida útil (contabilística).


Reforçamos mais uma vez queas opiniões aqui expressas são única e exclusivamente da nossa responsabilidadee da análise que fazemos dos diversos normativos. Por isso admitimos, e até desejamos,a polémica e a dialética.

Vem esta pequena introdução apropósito de um conceito aparentemente inofensivo mas que se reveste de umaimportância extrema: vida útil, do ponto de vista contabilístico.

Vejamos o que diz a norma(NCRF 7 – Ativos fixos tangíveis):

“Vida útil: é:
(a) O período durante o qual uma entidade esperaque um ativo esteja disponível para uso; ou
(b) O número de unidades de produção ou similares que umaentidade espera obter do ativo.”

É legitimo inferir-se que aoafirmar-se que é o período de tempo durante o qual uma entidade espera que umativo esteja disponível estamos também a considerar que a vida útilcontabilística pode ser diferente da vida útil funcional de um ativo.

Talvez com um pequenoexemplo, recorrendo ao absurdo, possamos explicar melhor:
- Uma empresa adquire umpavilhão industrial, no estado de novo, com uma vida útil funcional de 60 anos,mas regista-o na contabilidade com uma vida útil de 5 anos.

É isto possível? 

Achamos quesim. A empresa espera que dali a cinco anos vá mudar de instalações, paraoutras de maior dimensão, e que vai alienar as que acabou de adquirir. Defacto, o “O período durante o qual uma entidade espera que um ativo esteja disponívelpara uso” é de cinco anos!
  
O impacto da vida útil de umbem poderá ser relevante no triangulo Excedentes de revalorização / Resultadostransitados / Valor residual ("é a quantia estimada que uma entidade obteriacorrentemente pela alienação de um ativo, após dedução dos custos de alienaçãoestimados, se o ativo já tivesse a idade e as condições esperadas no final dasua vida útil") e, consequentemente, na apresentação das contas de umaempresa.

Do ponto de vista daavaliação de património levanta-se a questão de saber como estimar o valorresidual já que a vida útil deve ser determinada pelos órgãos de gestão das empresas.

Tradicionalmente, a avaliaçãode imóveis resulta da aplicação de um dos três métodos: método comparativo demercado, método do rendimento e método do custo. Qualquer um deles permite aestimativa do valor residual?

Estamos em crer que só ométodo do rendimento está em condições de responder ao desafio, porquanto é oúnico que permite estimar o valor residual, corretamente, função da vida útildeterminada (medimos bem as palavras) para o bem.

Como? Nós achamos quesabemos. Mas talvez seja um questão para ser colocada no que se avizinha venha aser um excelente debate e que vai ocorrer na Católica Porto Business School, nopróximo dia 31 de janeiro, intitulado “O justo valor e a gestão de resultados”.  

A inscrição pode ser feitaem:

e o programa consultado em:

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