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Avaliador de imóveis

Este blogue pretende, de uma forma simples, esclarecer as questões sobre avaliação de imóveis, máquinas ou de equipamentos, e, ao mesmo tempo, revelar o dia a dia de um avaliador de imóveis!

Balanço e anexo ao balanço!

(ou como o justo valor e o custo histórico podem coexistir)

Com o aproximar do encerramento do ano contabilístico, as entidades comresponsabilidade na gestão das empresas começam a prestar atenção àsdenominadas operações contabilísticas do fim do ano.

  
Necessariamente, os ativos fixos tangíveis e propriedades de investimentodevem beneficiar de uma atenção acrescida.
A este respeito tornamos a relembrar as palavras de Joaquim Fernando daCunha Guimarães, na Revista Electrónica n.º 53, de Junho de 2010, que sãodemasiado importantes para serem ignoradas:

“A imagem verdadeira e apropriada está para a contabilidade, assim como ajustiça está para o direito”.

As demonstrações financeiras devem mostrar uma imagem verdadeira eapropriada da posição financeira, do desempenho e das alterações na posiçãofinanceira de uma entidade, seja ela da economia real ou da economia social.

A este respeito existe uma ponderação permanente entre esta necessidade deafirmação da imagem verdadeira e apropriada e o principio muito apreciado pelos contabilistas, que é o principio da prudência. Este principio reflete-sena escolha do custo histórico para valorização dos ativos.

Acreditamos, no entanto, que esta permanente discussão acerca das vantagensda valorização pelo custo histórico em detrimento do modelo de revalorização,ou do contrário, conforme uns defensores de um modelo ou de outro (nósdefendemos o modelo de revalorização com a estimativa do justo valor) pode serfacilmente resolvida.

De facto, se uma empresa adotar o modelo da revalorização tem, no Anexo aoBalanço, fazer referência ao custo histórico.

A sugestão que fazemos é que o oposto também seja obrigatório.

Porque não também obrigar a que no Anexo ao Balanço seja feita umareferência ao Justo valor se entretanto tiver sido adotado o modelo do custohistórico?

Ou seja, qualquer que seja o modelo escolhido para a valorização dos ativosde uma empresa os dois modelos devem ser explicitados de forma clara.
  
Os técnicos da avaliação de património podem prestar um grande contributo a esta problemática!

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